Como entender melhor o caminho do meio

Como entender melhor o Caminho do Meio:

Um de meus mestres foi o Monge Nemo, de saudosa memória, cujas histórias vou compartilhar com você algumas vezes.

Certa feita, em sua peregrinações por uma aldeia na Índia, acompanhado por um grupo de discípulos um homem idoso se aproximou dele e lhe perguntou:

       – Como faço para me aproximar mais da iluminação?
– Busque a diversão, o riso, a alegria. Divirta-se.

O grupo continuou a caminhar e um jovem se aproximou do Mestre e fez uma pergunta semelhante:

       – Como faço para alcançar a iluminação?
– Não se dedique tanto aos prazeres, procure focar mais na meditação e nas praticas espirituais. Medite sobre as quatro Nobres Verdades, dedique-se à Senda Reta dos Oito Caminhos.

Quando o jovem se afastou um dos discípulos do Mestre Nemo se aproximou e comentou:

       – Me desculpe Mestre, mas estando perto não pude deixar de ouvir e o senhor deu conselhos completamente diferentes a essas duas pessoas. Me pareceu incoerente, afinal, devemos nos divertir ou devemos nos dedicar às práticas espirituais? Não ficou muito claro para mim.

Mestre Nemo com sua mansidão e alegria habituais sorriu para ele e disse:

– No Budismo Niskama Karma seguimos a linha Madhyamika que prega o “caminho do meio”, ou seja as posturas não extremistas. O caminho da realização espiritual se assemelha a uma extensa ponte sem corrimão atravessando um abismo. Se alguém está muito próximo ao lado esquerdo eu digo “Vá para a direita!”, se começa a se desviar demais para a direita eu digo “Siga pela esquerda!”. Os extremos, o muito, é sempre demasiado. Vamos nos afastar dos extremos e assim nos manteremos com os pés firmes no caminho.

Pense nisso, mas pense agora.

Satyananda Apta

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