É preciso evoluir nossos conceitos sobre Dieta.

TAUBES

É PRECISO EVOLUIR
NOSSOS CONCEITOS SOBRE DIETA

Como a maioria das pessoas eu também acreditava naquele primarismo errado de que se você come mais calorias do que gasta, você engorda.

Levei muito tempo acreditando nisso e só mudei meu ponto de vista ao ler o livro do Gary Taubes PORQUE ENGORDAMOS.

Pessoas gordas passam suas vidas sendo julgadas pelos outros.

Acredita-se que o gordo come mais que o magro (grande mentira, com raras exceções), acredita-se que ele  deveria comer mais moderadamente, que seja preguiçoso, que não se exercite o suficiente.

Mas todas essas coisas são apenas verdades parciais que não veem ao caso, a verdade fundamental é que ele ingere alimentos que produzem uma dose elevada de insulina e, portanto conduzem à obesidade.

As pessoas menos avisadas acreditam na falácia do comer menos e emagrecer, fundamentada no erro do equilíbrio calórico.

Acreditamos piamente na grande mentira que afirma que o engordar é consequência de comermos mais do que aquilo que gastamos em nosso gasto energético causado por nossas atividades normais.

Em termos de lógica não é possível confundir-se associação com causa, causa e efeito é uma coisa completamente diferente.

Embora o ato de comer demais esteja associado ao engordar, não significa que seja a causa do engordamento(*). (*) Sei que a expressão certa é “da engorda”, mas prefiro “do engordamento” para produzir mais ênfase, desculpem o neologismo.

O Gary Taubes explica isso de maneira exemplar em seu livro.

Todos os fatores de crescimento: aumento de estatura, aumento da massa muscular e inclusive a obesidade, são causados pelos hormônios, pelas enzimas e por outros processos metabólicos e para que isso aconteça é preciso um aumento no aporte de alimentos sem que isso signifique que o aumento das calorias ingeridas seja a causa, é apenas um fator necessário.

A criança em fase de crescimento come mais, o musculador se alimenta mais para conseguir um aumento de massa muscular, e ninguém fica gordo sem comer bastante.

A diferença é que o gordo não fica gordo por comer bastante e sim come bastante porque é gordo.

É uma diferença sutil e nem sempre perceptível.

Se a causa da obesidade fosse realmente o comer demais, o se mexer de menos e a preguiça então os grandes gordos deveriam todos ser muito ricos, pois essas condições exigem recursos econômicos abastados, mas o que ocorre é exatamente o oposto.

As pesquisas têm provado que as pessoas de classe social mais desfavorecida, que realiza trabalho braçal e não dispõem de condução própria, portanto se locomovem a pé, de bicicleta ou através de conduções públicas, dispõem de menos recursos para comprar comida e mesmo assim tem um índice maior de obesidade do que as classes mais abastadas.

Seria um paradoxo se as crenças erradas sobre a obesidade que nos são impingidas pelos “especialistas” estivessem corretas, mas o fato das coisas serem como as pesquisas tem provado vem apenas revelar a verdade.

Não é a ingestão de mais calorias que engorda!

Se fosse assim, bastaria comer menos e o problema estaria resolvido, mas se você é gordo com certeza já tentou isso e não funcionou para você.

Porque não funcionou?

Você tapeou?

Não seguiu a dieta corretamente?

É claro que não!

Você fez tudo que lhe disseram ser certo, mas não funcionou.

O erro é seu?

Se você fez tudo que lhe disseram é claro que o erro não é seu.

O erro está no que lhe disseram que era certo.

Quase cinquenta mil mulheres foram recrutadas para um estudo que visava verificar o efeito de dietas pobres e alta ingestão de gordura sobre a saúde.

Esse estudo realizado na década de 90 nos Estados Unidos foi denominado Women´s Health Initiative.

Vinte mil mulheres escolhidas aleatoriamente receberam orientação para manterem uma dieta pobre em gorduras, rica em fibras, com grande ingestão de frutas e vegetais.

Receberam apoio e acompanhamento nutricional a respeito de como deveriam proceder.

O grupo todo se submeteu a uma dieta em que passou a ingerir 360 calorias a menos do que seu consumo usual a cada dia.

Era necessária essa redução para que fosse possível verificar a afirmação de que se consumimos um pouco a mais de alimento todos os dias, ao final de um ano teríamos engordado.

Comendo a menos essas mulheres deveriam, pela teoria vigente então, emagrecer sistematicamente.

Depois de oito anos nessa dieta em que comiam menos, essas mulheres haviam perdido em média um quilo, mas tiveram a circunferência abdominal aumentada.

O que isso significa?

Que emagreceram não porque perderam gordura e sim porque perderam massa magra!

A questão de analisar o comportamento do obeso em termos de contagem de calorias não procede.

Em termos de lógica matemática sabemos que cada quilo de gordura contém cerca de sete mil calorias.

Essas mulheres estavam ingerindo 360 calorias a menos por dia, ou seja em 20 dias (360 X 20 = 7200) deveriam ter emagrecido esse um quilo em 20 dias e não em oito anos!

O que essa pesquisa comprovou é que seguir uma dieta de restrição calórica produz perdas de peso ridículas e apenas nos primeiros meses do inicio da dieta; dentro de um ano as pessoas que praticam dietas de restrição calórica recuperam e até ultrapassam o peso inicial.

Ora, se diminuir a quantidade de alimentos não diminui a obesidade, esse tipo de dieta está errada!

Não se trata de quanto você come e sim do que você come.

Se uma dieta com pequena restrição calórica não funciona resta saber se uma grande restrição traria resultados.

As dietas de grande restrições calóricas que são utilizadas nos Spas também não produzem resultados ideais, principalmente porque o emagrecimento é causado pela perda de massa magra (massa muscular e massa óssea) e não pela perda de gordura.

Além do que ao saírem do Spa as pessoas voltam a engordar, o que não resolve o problema.

E como manter esse estilo de vida estando fora do Spa?

E quem é que consegue passar fome a vida inteira?

Dieta de Spa reduz o sintoma, mas não cura o problema.

EXERCÍCIOS FÍSICOS TAMBÉM NÃO FUNCIONAM

E porque não funcionam?

Porque nada aumenta mais a fome do que a prática de exercícios.

Veja bem que não estou afirmando que praticar exercícios não emagrece você, dependendo da intensidade e da duração do exercício emagrece sim, mas você vai engordar tudo novamente se parar de se exercitar.

Se perdemos água temos sede e bebemos mais água, então é perfeitamente natural que se despendermos mais energias do que o que nos é costumeiro, sintamos mais fome (visto que é o alimento que repõe nossas energias).

Para piorar, esse método recomenda que se faça mais exercícios e que se coma menos.

Algo assim jamais poderia dar certo não é?

Não estou negando o benefício de se praticar exercício, mas certamente o exercício não é o melhor recurso para emagrecer.

Se duvida basta pegar as fotos de seus antepassados.

Em geral nossos antepassados eram magros e com certeza se exercitavam bem menos do que hoje, pois estamos vivendo a mais intensa época de atividades físicas da história da humanidade.

Nunca maior quantidade de gente se exercitou do que nos dias de hoje e é nos dias de hoje que existe o maior número de obesos na história da humanidade.

Se exercícios funcionassem seríamos mais magros do que nossos antepassados.

E isso é verdade não só em relação aos exercícios praticados em academias como também em relação a pessoas que se dedicam ao serviço mais pesado (braçal).

Em uma metanálise (O nível mais alto de evidência científica) realizada na Finlandia em 2002 e cruzando os  dados de doze estudos sobre os benefícios dos exercícios para a perda de peso se concluiu que o exercício não serve sequer para prevenir o ganho de peso e alguns estudos comprovaram que aumentou o ganho de peso em relação aos grupos de controle.

Outro estudo realizado em Berkeley na Universidade da Califórnia fundamentava-se em treze mil corredores.

Esses corredores foram monitorados com todo o rigor e inclusive se comparou as distâncias que corriam a cada semana e a perda de peso alcançada.

Todos tinham a tendência a ganhar mais peso a cada ano, mesmo os que corriam mais de 64 quilômetros por semana (Equivalente a 40 milhas).

Os especialistas convencionaram então que o corredor que não desejasse ganhar peso deveria aumentar a quantidade de quilômetros que corria a cada semana.

Baseados na tabela que ofereceram uma jovem de 20 anos que corresse cinco quilômetros por dia, cinco dias por semana teria que correr meia maratona cinco vezes por semana, para conseguir manter aos quarenta anos o mesmo peso que tinha aos vinte.

Sem correr nenhum centímetro alcancei o mesmo peso que tinha aos 18 anos, apenas praticando a incrível Dieta Páleo Simplificada que criei e tenho quase 66 anos de idade!

Sou um daqueles raros caras que apesar da idade conseguiria entrar no terno que usou no casamento!

Continuar acreditando em falácias a respeito do exercício é se esquecer que é preciso subir vinte lances de escada para queimar as calorias de uma fatia de pão e é preciso caminhar durante quatro horas para consumir as calorias de uma fatia média de bolo de aniversário.

Fuja da armadilha das dietas fundamentadas em calorias e em pontos, se você é médico e quer saber mais a respeito, visite a bibliografia que coloco lá no fim desta página.

Para ver depoimentos de pessoas que emagreceram clique aqui.

Para saber quem é o Coach Dr. Marco Natali clique aqui.

Para que possamos entrar em contato e agendar um horário disponível da Consultoria Gratuita, basta clicar nas palavras em vermelho e enviar seus dados.

A Consultoria Gratuita é realizada em uma sessão on-line
de 50 minutos.

          Divulgue este Blog e esta oportunidade de Consultoria Gratuita para seus amigos e amigas, vamos ajudar a quem precisa.

Para retornar à página inicial clique aqui.

1. Bouchard C, et al. The response to exercise with constant energy intake in identical twins. Obes Res 1994, 2(5):400-410.

2. Heymsfield SB, et al. Rate of weight loss during underfeeding: relation to level of physical activity. Metabolism 1989, 38(3):215-223.

3. Phinney SD, et al. Effects of aerobic exercise on energy expenditure and nitrogen balance during very low calorie dieting. Metabolism 1988, 37(8):758-765.

4. Woo R, et al. Voluntary food intake during prolonged exercise in obese women. Am J Clin Nutr 1982, 36(3):478-484.

 

 

 

 

Participe da discussão

2 comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *